sábado, 18 de dezembro de 2010


Tranco as portas, cerro as cortinas, fecho as vidraças. Visto casacos, estendo as cobertas, desligo as luzes e tampo as frestas. Deitada sobre o assoalho de meu quarto posso escutar tudo desmoronar pelos outros cômodos, tudo inexistir pelas ruas ensolaradas, tudo resistir no mundo dos algos além, tudo desistir na solidão do ar morno que escapa de minha boca.

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