terça-feira, 10 de agosto de 2010

As gotas miúdas tamborilavam em meu guarda-chuva, enquanto meus sapatos pesados e encharcados criavam onomatopéias ao encontrar a grama úmida. As notas calmas de minha canção de dormir ainda dançavam por meu ouvido gelado, e seu hálito quente ainda fervia em meu pescoço pálido. Minhas roupas ainda guardavam seu cheiro, e meus lábios o gosto dos seus.
Meus olhos ainda sentiam a penumbra do quarto de hotel, e minha pele o vento calmo das cortinas brancas. Meus dedos traziam sua pele por debaixo das unhas, e meu cérebro ainda funcionava na velocidade que funciona quando estou perto de você, lento e irracional. As maças de meu rosto ainda traziam o rubor causado por seus elogios e flertes, e meu peito ainda estava inflado por sua aproximação. E já havia passado três horas.

2 comentários:

  1. E uma xícara de café cairia muito bem nessa hora.

    Saudade de poder te ler, estive fora, mas estou voltando ao poucos.
    um abraço quente menina café.

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